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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

DESENHO INFANTIL: LEITURA E APRENDIZAGEM



                             
                                          
                                                                                                 [1] Edilene de L. Pires
 
                 PROJETOS E PRÁTICAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL
               DESENHO INFANTIL: LEITURA E APRENDIZAGEM

 RESUMO                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   
 O presente artigo tem por objetivo apresentar bases teóricas para a formulação de uma concepção de leitura e aprendizagem através do desenho infantil, mostrando um estudo do desenvolvimento progressivo do desenho do 0 aos 12 anos de idade através da ação educativa e de desenhos coletados dos alunos da Escola Margarida Bruno de Avelar. Analisar a passagem dos rabiscos iniciais,da garatuja,para construções cada vez mais ordenadas,fazendo surgir os primeiros símbolos representando a leitura da criança.Desenhos infantis em análise permitem indicar os possíveis imbrica mentos entre essa produção das crianças e os processos mentais que constituem os sujeitos na cultura,ou seja, passamos a considerar que através do desenho as crianças têm expressado sua objetividade e favorecido o acesso à cultura da infância e de outras influências presentes no curso de suas vidas. Como medida do desenvolvimento da leitura e aprendizagem através do desenho, utilizando-se como critérios as mudanças desenvolvi mentais e funcionamentos intelectuais de cada criança, em um processo que busca elementos que estão presentes no desenho livre da criança, como esses elementos estão estruturados e o que podem informar sobre a cultura das crianças de uma determinada realidade. A sustentação teórica deste trabalho é baseada nas ideias de alguns autores como Vygotsky, Lowenfeld. Derdyk, Spadoni, entre outros.                                     

Palavras - chave: Desenho infantil, aprendizagem, leitura.  
                    
 INTRODUÇÃO
Entrar no mundo da criança nos primeiros meses de sua vida é entrar numa dimensão de comunicação na qual ainda não há palavras. Quando a criança desenha, obtém prazer, mas também é uma forma de manifestar os medos, as frustrações e todos os outros sentimentos próprios de uma criança.
            O desenho pode ser um recurso que a criança usa para canalizar as informações atuais que recebe diariamente dos meios de comunicação e da sua própria vivencia com os adultos. Os desenhos infantis são estudados, interpretados e analisados por psicólogos e educadores que os consideram reveladores da natureza emocional e psíquica da criança, no qual conheceremos no decorrer deste trabalho, que tem como objetivo o estudo progressivo do desenho infantil do 0 aos 12 anos de idade e sua função comunicativa, visto como forma peculiar de transmitir ideias, uma imagem ou signo e suas representações com as reconstruções do plano mental do que está estruturado no plano de ações.
            É fornecer subsídios para uma reflexão sobre a análise da leitura e aprendizagem do desenho infantil e a importância da sua ação educativa no processo aquisição e construção do conhecimento assim como para o desenvolvimento destes alunos. Ao analisar que no decorrer da simbolização a criança incorpora progressivamente regularidades ou códigos de representações das imagens do entorno, passamos a considerar a hipótese de que o desenho serve para imprimir o que se vê. Desse modo o estudo desenvolve novas possibilidades para o ensino da leitura e aprendizagem através de uma proposta contextualizada revelando que por meio do desenho a criança cria e recria individualmente formas expressas, integrando percepção, imaginação, reflexão e sensibilidade.
            De acordo com Derdyk (2004), teóricos como Lowenfeld, Piaget, Luquet, Vygotsky, Merèdieu, Goodnow, Porcher, Freiner, Kellog, Winnicott, Wallon e Emilia Ferreiro tiveram papel fundamental nos estudos sobre o tema. Partindo de pesquisas sobre a ideia de alguns destes teóricos e observações em sala de aula, no período compreendido entre 28 de março e 29 de abril, na escola Margarida Bruno de Avelar, onde foi realizada uma pesquisa de campo sobre o tema, em que veremos que o estudo minucioso dos desenhos infantis permite em certa forma colocar-se no plano das crianças, ver o mundo como elas os ver, aproximar-se pelo menos em parte de sua percepção das coisas e do seu mundo de imaginação e fantasia que as permeiam.

O DESENHO INFANTIL SOB A VISAO DE ALGUNS AUTORES.
      Ao desenho infantil nem sempre foi dada a devida importância. Foi a partir do século XX que os estudiosos perceberam a importância do grafismo infantil não só para a psicologia e a psicanálise, mas, para todo um contexto sociocultural em que a criança estava inserida. Muitos estudiosos realizaram trabalhos a respeito do grafismo infantil, contudo, eles afirmam que a fala e o meio social onde a criança vive são determinantes na construção desses rabiscos; influenciando a maneira e as formas como elas se realizam. Autores como, Lowenfeld (1977), Luquet (1981), Luçart (1988), Piaget (1971) Goodnow (1979), kellogg (1969), e meredieu (1979), Vygotsky (1989), dentre outros que universalizam o desenho numa perspectiva maturacionista que , segundo Lowenfeld (1977, p.18) a criança só começa a fazer seus primeiros traços, quando há um amadurecimento neuromotor,socioafetivo e cognitiva, que se dá em torno dos 18 meses de idade. Para Lowenfeld, (in Silvia, 2002) existe uma caracterização e etapas que se apoia em uma visão maturalista do desenho, onde a produção é concebida e desvinculada do meio social e da cultura. Todas as crianças passam por determinadas fases e estágios, independentes do contexto em que estão inseridas. Em uma de suas obras, Vygotsky apresenta uma abordagem baseadas em etapas que foi dividida em quatro fases sobre o desenho infantil. A perspectiva histórica cultural permite criticar e superar as concepções maturalistas a respeito do desenho porque possibilita ver o desenho como signo empregado pelo homem e constituído a partir das interações sociais (Silvia, 2002). Partindo do principio de que os desenhos são verdadeiros documentos produzidos pelas crianças e com base neles é possível conhecer muito de sua realidade vivida e perceber as crianças como falantes e criadoras de cultura.  Essa operação requer uma particular flexibilidade e, sobretudo, a capacidade de observar e escutar sem expectativas, para evitar a interpretação com os olhos dos adultos o universo infantil que, por muitos aspectos, ainda nos é estranho (Spadoni, 1996).

A IMPORTÂNCIA DO DESENHO INFANTIL.
Desenhos infantis, geralmente são desenhos de casa, árvores, flores, família, animais, nuvens, sol, paisagens entre outros. Mas, nunca paramos pra pensar e perguntar o que eles dizem? O que esses pequenos autores querem dizer e dizem sobre suas produções? A leitura do desenho infantil revela o que e como a criança enxerga o seu próprio universo.
Segundo Lowenfeld (1977), o desenho deve ser espontâneo, isento de influencias do ambiente do qual se vive e daquelas que são estimuladas. O ato de desenhar envolve a atividade criadora; é através de atividades criadora que a criança desenvolve sua própria liberdade e iniciativa, e, expressando-se como individuo reconhecera esse mesmo direito nos outros o que lhe permitirá apreciar e reconhecer as diferenças individuais (Lowenfeld 1970, p.16).
 Vygotsky (1998) considera que, da mesma forma que a linguagem, o desenho também é uma forma de representação, um signo. Ele vai buscar a gênese do sistema simbólico no gesto, no desenho, pois os considera como os precursores do processo de desenvolvimento da linguagem e escrita, da mesma forma que a linguagem, o desenho também é uma forma de representação, um signo.
            Muito antes do seu ingresso na escola, o desenho infantil já aparece na vida da criança, já que a mesma tem contato com revistas, livros, desenhos infantis na TV, entre outros recursos, fazendo com que chegue a escola com vivencias com varias formas de desenho. O desenho infantil é utilizado muitas vezes como objeto de estudos da psicologia, sendo utilizada por testes de inteligência, personalidades e avaliação de distúrbios psíquicos, detectando sentimentos como alegria, tristeza, depressão. Assim, é importante ressaltar que o desenho é uma linguagem gráfica, que tem por finalidade representar, e então, pode-se dizer que o desenho está numa fase preliminar no desenvolvimento da escrita e da linguagem propriamente dita. O desenho é um produto do que a criança vê e vivencia, mas para conseguir expor isso ela utiliza da memória, sendo esta a responsável pela capacidade de imaginação do sujeito, no caso, a criança.
            Na aprendizagem o sujeito é compreendido na sua totalidade. Ao aprender o sujeito descobre a si mesmo ao distinguir-se como um eu diferente dos demais e do mundo. Portanto, no desenho, há uma aprendizagem da realidade interagindo com a aprendizagem de si mesmo.  
-O DESENHO E O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA.
Segundo Vygotsky (1979) Os signos como forma de representação, estão intrinsecamente ligados à cultura, e entre outros sistemas, incluem a linguagem e o desenho. As operações com signos vão sendo constituídas ao longo do tempo, através das relações sociais estabelecidas, e por meio destas operações com signos, realiza-se principalmente o aprendizado de base que servirá mais adiante para a aquisição e o desenvolvimento da escrita, leitura e aprendizagem através do desenho. Através do desenho a criança se desenvolve e adquire conhecimentos, que é criado pelo imaginário mundo de fantasias, favorecendo o entrelaçamento de diferentes formas de sentir, pensar e aprender.
-A MEMÓRIA E A IMAGINAÇÃO NA PERSPECTIVA HISTÓRICO-CULTURAL.
             A memória é imprescindível no processo de aprendizagem. Ao desenvolver as ideias sobre a realidade exterior, a criança segue o mesmo caminho que desenvolve a sua linguagem e escrita, ou seja, a criança desenvolve a linguagem começando por palavras soltas, por substantivos que representam objetos concretos isolados, assim o é com a realidade externa a criança, ela percebe primeiramente objetos isolados (Vygotsky, 2001). A linguagem também é responsável pela capacidade no homem de memorizar de forma qualitativamente superior àquela que lhe é possível por suas características biológicas; a memória é uma das funções psicológicas superiores que são desenvolvidas através de sistemas de signos herdados históricos-culturalmente.
            A diferença entre memória e imaginação não consiste em atividade em si desta última, mas nos motivos que provocam essa atividade. A memória está mais vinculada com o subconsciente e constitui aspectos do comportamento que são determinados dentro da esfera da consciência (Vygotsky 1989, p.133). A imaginação não repete fielmente impressões isoladas, mas a sua relação com experiências vividas constrói novas maneiras de combinar as diversas impressões que a criança obteve no seu dia a dia. A fantasia também está relacionada com experiências reais vivenciadas pela criança. Dessa forma, a fantasia é duplamente real sendo de um lado por força do material que a constitui e do outro, por forças das emoções vinculadas a criança (Vygotsky 1987). É a partir da imaginação que a criança pode obter conhecimentos, adquirindo experiências sociais coletiva da humanidade, através da linguagem, que constitui a cultura, através do uso dos signos. A partir daí a criança vai internalizando a realidade da escrita e linguagem através do contato com os desenhos.
-EVOLUÇÃO DO DESENHO NA CRIANÇA.
            Em torno dos 18 meses são detectados os primeiros grafismos da criança. São chamados de garatujas e trata-se de um jogo motor. A criança realiza movimentos amplos, com pouco controle: no sentido horário se é destra e no sentido anti-horário se é canhota. Em torno dos 20 meses detectam-se movimentos de vaivém porque já começa a existir a independência do cotovelo. Este movimento ira afinando-se e dando lugar já ao movimento circular. Estes traços são denominados garatujas desordenadas. Em torno dos dois anos e meio observa-se que a criança já possui maior controle do punho e do movimento da pinça; isto já permite a ela realizar movimentos independentes. O ato motor ainda é independente do ato visual, porem já é capaz de seguir os movimentos de sua mão com o olhar. Estes desenhos são chamados garatujas ordenadas, porque a criança começa a dar-lhes significado. Ao chegar aos quatro anos à criança já anuncia o que vai desenhar e planeja. É chamado desenho figurado, surge à figura humana na forma de girino. Pouco a pouco seu grafismo vai afinando-se; pode desenhar as figuras geométricas e utiliza o desenho como ferramenta de comunicação. Aos sete anos é o momento máximo do desenvolvimento do desenho como jogo. Já aos oito anos o desenho da figura humana revela a assimilação completa do esquema corporal, aparecendo detalhes como o pescoço. E aos dez anos já aparece a perspectiva.
-EVOLUÇÃO DO ESQUEMA CORPORAL E A EXPRESSÃO GRÁFICA.
            A partir dos nove anos, a criança e capaz de discriminar sem erro entre esquerda e direita nos outros, e, colocada diante de outra pessoa, pode imitar corretamente as posturas propostas. Nessa fase estará também completando o conhecimento da localização, da denominação e da função das diferentes partes do corpo. Uma vez adquiridas essas noções, assim como o conceito das proporções corporais, ela conseguira desenhar a figura humana com maior fidelidade. Diz-se que, em matéria de desenho, ela está entrando agora na fase do realismo. Com efeito, todas as crianças, algumas aos nove, outras aos dez anos, procuram reproduzir a realidade com a máxima aproximação possível. Seja copiando do natural ou reproduzindo desenhos ou fotografias, elas tentam não omitir nenhum detalhe, nem mesmo os menos importantes. Quando desenha a figura humana, por exemplo, os personagens aparecem com cinto, punho, roupas estampadas etc.; por conta própria, costumam enfeitá-la com colar, pulseiras, lenço. O movimento e bem representado graficamente, e também aparecem construções de certa complexidade, assim como outros elementos de diferente significado que denotam a maturidade que o autor está alcançando em termos de desenvolvimento cognitivo. (Lowenfeld1997, p.30)
-A EVOLUÇÃO ESPONTÂNEA DO DESENHO.
            Os desenhos das crianças, em especial os que representam a figura humana, refletem com absoluta fidelidade o amadurecimento psicomotor de seus autores nas diversas etapas do desenvolvimento.  As crianças já terão conseguido certo domínio da técnica gráfica e ensaiam métodos diversos para conseguir uma representação visual melhor: copiam, decalcam e os mais dotados desenham a partir do real. Nesse mesmo período os desenhos podem ser bidimensionais ou tridimensionais. A adolescência vai colocar um fim nessa fase do desenho representativo.
             A partir dos doze anos ou treze anos pode-se dar por terminado o processo de amadurecimento do desenho infantil que, em seguida, só continuara evoluindo nos indivíduos que, por inclinação própria, continuarem cultivando a expressão plástica de forma sistemática e que receberem um aprendizado mais metódico, visando a adquirir conhecimentos artísticos específicos e técnicos mais apurados. (Lowenfeld 1997, p.116)


CONSIDERAÇÕES FINAIS

             Concluímos que a expressão gráfica infantil é como uma forma de atividade simbólica na qual o mundo intelectual-afetivo da criança se manifesta. A expressão gráfica é um movimento a mais que a criança tem para expressar-se, é mais uma dimensão de seu brincar que, às vezes, deve ser levada em conta para se avaliar como cada criança vai evoluindo; porem, também se deve deixá-la, ou seja, não se deve necessariamente analisá-la ou interpretá-la. Através deste artigo percebemos que o desenho infantil é um meio para se conhecer o desenvolvimento intelectual e afetivo da criança que a partir dos desenhos é possível determinar o tipo e o nível de pensamento. Antes dos dois anos a criança já se sente atraída por lápis e papel; com as garatujas que consegue traçar ela inicia o aprendizado de manipulação desses materiais. Entre os dois e três anos, os grafismos espontâneos que a criança esboça seguem uma ordem singular no papel com retas verticais ou horizontais; essas garatujas e essas retas correspondem ao grau de maturação nervosa, de tonicidade, afetivo, etc. A criança representa um objeto a partir da relação que ela estabelece com ele por meio de sua ação; por isso, a criança tenta desenhá-lo como ele é realmente, mas sim de forma totalmente subjetiva, ou seja, como ele o sente. A pesquisa nos forneceu grandes momentos de aprendizagem através das ideias de alguns consagrados autores como Piaget que nos diz que a criança aprende com o que faz a experiência e manipulação dos objetos permitira que a criança abstraia suas propriedades, qualidades e características e que a aprendizagem não é uma manifestação espontânea de formas isoladas, mas sim uma atividade indivisível conformada pelos processos de assimilação e acomodação; para Vygotsky, a aprendizagem supõe um caráter social determinado e um processo pelo qual as crianças se introduzem, ao envolver-se, na vida intelectual daqueles que os rodeiam. dessa maneira , a compreensão e aquisição da linguagem e aprendizagem dos conceitos por parte da criança se realiza pelo encontro com o mundo físico, e sobretudo, pela interação entre as pessoas que a rodeiam, fazendo uma aquisição da cultura, com sentido e significação,supondo uma forma de socialização.considerando o desenho como forma de pensar , observamos que o mesmo exprime a afetividade antes mesmo do conhecimento, que para a criança é uma expressão de mundo, o desenho infantil tem uma realidade própria que exprime todos os conflitos pessoais da criança, onde a mesma se libera da aparência real e se carrega do imaginário e produz a realidade que ela pensa sente e ver.

BIBLIOGRAFIA
DERDYK, Edith. Formas de Pensar o Desenho. Desenvolvimento do Grafismo Infantil-São Paulo: Scipione, 1994.
JBEILI, Chafic Adnam. Leitura do Desenho Infantil em Abordagem Psicopedagógica. Brasilia-DF. 2008.
LOWENFELD, W.Brittain, W.L.Desenvovimento da Capacidade criadora. São Paulo: Editora Mestre Jou, 1977.
MORA, Estela (licenciada em Psicopedagogia na Universidad Del salvador, Buenos Aires, Argentina. Fundadora e coordenadora do Primer Centro Psicopedagogico de Argentina. Professora universitaria e de pós-graduação) Edição: Equipe cultural. Tradução: Daniela Falcão, Dra.Lea Távora Ochs, Mônica Nehr, Stella Machado. 2002-Psicopedagogia Infanto-adolescente.
PIAGET, Jean. Maria da Glória Seber. 1970. Diálogo com a Criança e o Desenvolvimento do Raciocínio. Editora: Scipione. 1985.
SILVIA, Maria Cintrada. A Constituição social do desenho da criança. Campinas. SP: Mercado das Letras: 2002
VYGOTSKY, Lev Semenovich. Pensamento e Linguagem. Nelson Jair Garcia.





[1] Acadêmico do 7º semestre do curso de Pedagogia da Universidade Paulista. Belém-pará.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

POR TÍ

A janela entreaberta do teu quarto visualiza a sombra do teu corpo a me chamar, teu desejo grita deliciosamente ao meu ouvido, me pedindo para eu entrar.
Observo atentamente, cada gesto teu, teus músculos quase me tocam tal a força do pensamento, querendo me levar.
Demoro mais um pouco, frenéticos, teus lábios balbuciam meu nome...acompanham com ele o toque acelerado da paixão do teu coração.
Detenho meus pés suavemente, como a brisa que atravessa teu corpo e passo a passo, surpreendendo-te a frente, incrédulo, indeciso e ofegante, vacilas, nao sabes se beijas ou se incendeias minha alma com a fogueira fascinante deste teu olhar.
Neste momento, a lua arriscou um olhar sorrindo para nos ver sonhar e finalmente, uma frase saíu dos meus lábios sem meditar...Por tí, só por tí.
Eu pego carona na asa da imaginação, só por tí, eu feito louca digo sim a este sonho colorido, sem principio, meio e fim...

                        

terça-feira, 27 de março de 2012

DESILUSÕES

A esperança é como uma luz que atravessa a escuridão da noite, assim eu começo mais um abaixo assinado, em favor do amor, tão lindo e puro que nasceu em seu coração...nasceu somente no seu coração.
Ela estava feliz, e queria ver sua alegria difundida nele.Viver é ajudar o outro a viver, é criar outras felicidades para ser realmente feliz.
Quando se encontra a verdadeira felicidade, a única maneira de ser feliz é assegurar a felicidade do outro ser amado. O coração é a grande chave para a felicidade, para o amor. Ele é a grande força geradora deste imenso parque industrial que é a vida, com suas fábricas de valores humanos.
Amemo-nos, isto é tudo. A virtude é idêntica ao amor. Toda alma conquistada ao amor tem um importante valor. O valor do bom, do justo, do prazer, da paixão..
Ninguém tem o direito de ser feliz só, não pode e nem deve. Saber, sem saber amar nada vale...
De repente, o real se fez sentido quando ela mais precisou dele. A realidade do descontentamento, da frieza, da indiferença se ativou quando ela mais queria ele ao seu lado, no momento em que a mulher mais necessita do homem...Foi no seu mais importante momento, que poderia ter sido o dele, que ele simplesmente sumiu...silenciou-se. Nem um adeus, nem um nunca mais. Depois de dizer que se importava ela, ele preferiu virar as costas sem nada dizer.
Desilusão!!! pura e cristalina...Não digo falsidade, seria injusto e errado da parte dela, mas, desilusão, isto sim, não resta dúvida...
Desilusão dele e dela. Nossa!! Ela idealizou alguém tão diferente..tão especial..se desiludiu.
Desilusão dele, que pensou ter encontrado alguém forte e superior à ele, viu de repente que ela era tão igual à ele quanto 2 é igual à 2.
E ela, que pensou que ele soubesse amar, respeitar e valorizar o outro mais do que ela...desiludiu-se.
E hoje, hoje há um vazio..um vazio que somente ele poderia preencher...Mas, existem pessoas que não valem a pena lutar, não valem a pena gastar lágrimas... e ela percebeu isso á tempo, a tempo de se dar uma chance e voltar a amar novamente...na verdade, percebeu que era pura ilusão, porque o amor..ah.. esse é eterno..o verdadeiro amor...é raro.Mas, existe um remédio: O TEMPO.
O tempo passa e carrega com ele quase tudo...somente o tempo..


quarta-feira, 21 de março de 2012

Lembranças de momentos

É muito difícil acreditar em algo ou em alguém e de repente se decepcionar...O seu semblante,
criado à imagem e semelhança de Deus, denotava preocupação e mágoa.Eu disse mágoa? 
Por que? Por que? Não sabia. Ela só sabia que quis, tudo o que havia acontecido.
Quem era ele? Quem era ela? Ela se perguntava sempre....Quem eram? Trapos, restos, lixo, 
Não eram nada e ao mesmo tempo, eram tudo o que precisavam ser um para o outro...
No entanto, ela já não sabia quem era, havia perdido a confiança nas pessoas, confiava 
apenas, no seu próprio eu.
Ela esteve nos piores momentos da sua vida, estava nos vestíbulos do nada.Os erros do 
passado, foram os piores cursos que fez, que a fizeram  conhecer a realidade da vida, e ser
 honesta consigo mesma, e deixou de acreditar no amor. Com o tempo, percebeu que estava
 enganada...O amor existe...Dentro dela, havia tanto amor pra dar, pra dividir.
Depois de algumas semanas de comunicação ininterruptas, decidiu que queria amá-l,
 queria se entregar ...Rolou um sentimento louco, de posse, de intimidade e exposição mútua.
 E finalmente, depois de longos diálogos....aconteceu o esperado: O encontro tão desejado e 
almejado por ambos. Ah! quanta decepção e tristeza quando as coisas não acontecem como
 planejamos e sonhamos. Foi como desejar algo através da vitrine.....Hoje, deste lado, sobrou 
a saudade e decepção, de ter encontrado e amado alguém através da tela. Do outro lado?   
Quem poderá saber o que se passa no coração do ser humano? 

Vale a pena amar assim?..não sei..sinceramente não vivi tal experiência...Mas, é melhor amar de qualquer jeito ou nunca amar?



                                                            




                          

sexta-feira, 16 de março de 2012

Dia do Professor - Texto para reflexão.

   "Um abacateiro dá abacate. Uma mangueira dá manga. Uma girafa dá sempre girafinha. Uma nuvem
dá chuva. E o homem?..."
Esta pergunta, que inicia o texto do cartunista Henfil "A mágica que só os homens sabem fazer", é a que
se tem em  mente quando se quer compreender o papel e a importância da Educação no desenvolvimen-
to do ser humano.
O homem não gera simplesmente outros homens. ela realiza transformações a partir do seu "fazer", cons-
truindo-se como ser inteligente, sensível, capaz de transformar, entre outras coisas, um barulho em melo-
dia. Muitas destas transformações são decorrentes do que ele aprende, desde criança, com a família, com
os amigos, com os vizinhos, com a televisão, com o computador e com a escola. Nela, os indivíduos apren-
dem a conviver, a conhecer e a transformar o mundo em que vivem.
A Educação Infantil constitui-se como um espaço privilegiado no qual a criança, inserida em uma cultura,
prossegue na sua caminhada para aprender a ser humano, relacionando-se com novos ambientes e prepa-
rando-se para dar a sua contribuição no processo social de se fazer cidadã.
Dessa forma, a Educação Infantil não pode mais ser vista como um espaço de recreação somente ou de
passatempo; nem como um simples espaço para o desenvolvimento de habilidades motoras e estruturas
cognitivas; nem, tampouco, como um espaço reparatório para a escolaridade futura.
Ela é, antes de tudo, um espaço em que se consolidam com processo sistemático de humanização e a
construção da cidadania, tarefas que uma criança pequena pode exercer muito cedo.






                           

sábado, 21 de janeiro de 2012

A VIOLETA E O BEIJA-FLOR

Todos os dias, o beija-flor sai à procura de sua flor predileta, a violeta.
Com suas asas cintilantes, o beija-flor movimenta-se emocionado para beijar sua amada.
A violeta, de pétalas tenras, aguarda emocionada a chegada de seu amado. Guarda para ele o mais sublime perfume, o mais saboroso néctar.
Aquela paixão já durava semanas, desde o desabrochar da primeira pétala, desde o exalar do perfume adocicado.
Um belo dia, o beija-flor se depara com sua amada toda amarrotada, suas pétalas já não tem o mesmo vigor. Pobre beija-flor, voa desesperado como que querendo acordar sua bela violeta. A primavera chega ao fim e o amor do beija-flor e da violeta também.
Os outros pássaros e as outras flores observam angustiados, o fim daquele romance de primavera.
Aquele romance era mesmo impossível! Como poderá o beija-flor ter filhos violetas ou a violeta ter filhos beija-flores?
Nosso enamorado beija-flor desiste. Sua amada adormeceu e só despertará na próxima primavera.
Ele voa para bem longe, à procura das flores da laranjeira. Mas no seu coração só há lugar para a bela violeta. O apaixonado beija-flor retornará assim que o ano passar, na próxima estação primaveril. Quem sabe no seu coração, em vez de primavera, se fará verão?


O AMOR É TUDO!






segunda-feira, 7 de novembro de 2011

QUE TAL REFLETIR?

_Os homens _ disse a raposa _  têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que eles fazem. Tu procuras galinhas?
_ Não, disse o principezinho.Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar "?
_ É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços"...
_Criar laços?
_Exatamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidades de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidades um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
_ Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
_ Minha vida é monótona. Eu caço galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarrei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
_ Por favor... cativa-me! disse ela.
Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
_ A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigo, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
_ Ah! Eu vou chorar.
_ A culpa é tua, disse o principezinho, eu não te queria fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
_ Quis, disse a raposa.
_ Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
_ Vou, disse a raposa.
_ Então, não sais lucrando nada!
_ Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
E voltou, então, à raposa:
_ Adeus, disse ele...
_ Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem o coração. O essencial é o invisível para os olhos.
_ O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
_ Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
_ Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
_ Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...

_ Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
           

( Texto extraído do Pequeno Princípe. Antoine de Saint-Exupéry)

























































terça-feira, 23 de agosto de 2011

REVENDO O MEU FAZER SOB UMA PERSPECTIVA TEÓRICO-PRÁTICA

No inicio não se ouvia falar de orientador educacional e sim inspetor, o pedagogo, era visto como um policial da educação, onde o seu papel era inspecionar a escola e o trabalho do professor e muitos talvez não tinham a percepção, a compreensão do seu verdadeiro papel dentro do processo de educação.
Ser orientador educacional hoje, tem um sentido amplo e diversificado. A sociedade mudou e continua mudando.
As escolas não tem mais as mesmas necessidades de antes, o corpo docente e discente também passaram por processos de mudanças.
Hoje a prática educativa necessita ser orientada em função de objetivos propostos, onde haja uma interação e reflexão profunda do orientador como educador sobre o homem, sobre o mundo, sociedade e valores.
As mudanças na sociedade e seus reflexos no interior da escola requer do orientador uma ação pautada na redefinição da prática pedagógica. O orientador deve, antes de tudo, ser um visionário para poder compreender os problemas do cotidiano escolar, refletir, solucionar e administrar possíveis conflitos, atuando como mediador nessas situações problemas.




                                   

A HERANÇA DA CRIANÇA

Vejam o que o homem deixará para nós, uma bola.
Mas a bola está velha, está suja,está murchando,
está morrendo.
Ele a faz com concreto e cimento, sem amor, sem
sentimento.
A bola está perdida num espaço sem fim.
Sem rumo ou destino
Teremos que:
Limpá-la;
Renová-la;
Revivê-la.
Teremos de enchê-la de novo, não com concreto
e cimento.
Mas com amor e sentimento.
Daremos a ela um novo rumo e um novo destino.
A bola será o brinquedo de todas as pessoas:
Homens e mulheres, velhos e crianças.
Faremos isso ou então a herança deixada por nós
será um grande vazio na escuridão.


Paulo C. D. de Oliveira.











QUERO



Quero ver o sol atrás do muro
Quero um refúgio que seja seguro
Uma nuvem branca, sem pó nem fumaça
Quero um mundo feito sem porta, vidraça
Quero uma estrada que leve à verdade
Quero a floresta em lugar da cidade
Uma estrela pura de ar respirável
Quero um lago limpo de água potável
Quero voar de mãos dadas com você
Ganhar o espaço em bolhas de sabão
Escorregar pelas cachoeiras
Pintar o mundo de arco-íris
Quero rodar nas asas do girassol
Fazer cristal com gotas de orvalho
Cobrir de flores, campos de aço
Beijar de leve a face da lua
             Falso brilhante (Elis Regina)




quinta-feira, 19 de maio de 2011

HUMANO, SER MISTERIOSO.

   Existe um mistério em cada ser humano, o ser humano é uma verdadeira obra-prima, é o meu fascínio máximo com todos os seus erros e a certos.
   É claro que não me preocupo com o que as pessoas possam ter feito de errado. Todas as pessoas se desequilibram na vida, por um motivo ou por outro, não importa o porque. O importante é o que ela é para você e o que ela pode representar como fator de devoção na sua vida.
Confesso que já dei muitas cabeçadas, e graças à Deus e à algumas pessoas de fundamental importância na minha vida, saí desta e me recuperei, me coloquei forte diante das topadas que dei.
É bom refletir sobre isso, acredito na competência do ser humano para tal, ser inteligente é querer crescer, é um prazer que nos acontece, é acreditar na vida, é saber quando se estar errado, é saber ser corrigido(é claro que isso às vezes não funciona). É crer no amor, é saber amar o próximo e se deixar amar.
Ser inteligente é saber mais que isso; É ser básico e fundamentalmente sincera. É preciso evoluir para melhor...
Quero coisas grandes, coisas que me façam acreditar que existe uma coisa, um lugar, um tempo, um espaço..
Aprendi que a vida não é feita de peças de dominó; aprendi que as pessoas estão desesperadas com a vida, que tem sempre alguém morrendo por não suportar o impacto dessa droga de roda-viva; aprendi que a lei dos homens são corruptos.
Nós seres humanos aprendemos uns com os outros diariamente, e temos que acreditar na força que existe, em cada um de nós,pois podemos ultrapassar nossos limites e irmos além do que possamos imaginar.


             

sábado, 19 de março de 2011

COISAS DO PASSADO.

Houve um tempo, em que ouvia música, olhava nos olhos ou de cabeça baixa...pedindo cigarro, andando de mãos dadas, alegre, bom...Enfim, tudo isto que lhe fazia lembrar os amigos.....amigos?
 Na época ela acreditava que eram.
Como era gostoso fazer de alguém a rosa mais importante do jardim da vida, como era gostoso a gente poder chegar, chegando...sentar e escrever amando!
 É, também aos amigos se ama,...Na época ela queria ser  escada para os seus amigos, mas ela era e é uma pessoa, uma pessoa que muito antes de se entregar à depressão, já havia desistido dos amigos.....
Ela era uma simples pessoa que acredita em amizade, mas amizade desinteressada, não onde existe jogos de interesses por trás.
Era bom ouvir: "Porque você está chorando?" ou então quando você cai e os amigos dizem: "Deixa que a gente te ajuda".
 Mas como seres humanos somos sujeitos a falhas e decepções. Decepções, elas sempre vem. Essas decepções pintavam sempre que chovia em um dia triste e os amigos não queriam andar na chuva...andava só...
Hoje,ela esta cada dia melhor...superando seus limites, procurando, se esforçando e se aprofundando nos seus conhecimentos e nos conhecimentos de quem lhe escolheu e lhe chamou a  assumir esta vida.
 Tudo passa nesta vida e só Deus permanece e seu amor por nós é incondicional e sempre está nos cativando, pois sua presença é infalível e tudo pode transformar.
Superamos sempre nossos limites quando queremos e desejamos vencer e ter uma vida transformada...



REFLEXÕES SOBRE MOMENTOS....

Ás vezes em frente à um espelho qualquer eu ficava a pensar, até quando eu teria que ser uma frase sem ponto final?
 Até quando eu teria que me contentar em ser alguém solitária? Porque esta mãe que eu amo tanto(pensava eu) e que todos no mundo mata a cada dia, a cada hora, não vai me dar uma chance de encontrar um lugar onde viver e ter tranqüilidade?
 E minha felicidade? Olha terra, eu estava com muita amargura presa no meu peito, e em parte culpava você, mãe terra.
 Mas quando vier e me disser que chegou a minha hora e que você vai me abrigar em seu seio escuro e frio, tudo isso passará e não vindo mesmo esta minha tão esperada felicidade, eu me contento em esperar para a hora em que me tomarás pela mão e carinhosamente, pedir que meus irmãos me carreguem para seu seio escuro e frio, sem nunca ter encontrado a felicidade...pensava eu.
Reflexões sobre momentos de tristezas....

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

LEMBRANÇAS DE MOMENTOS II

Ela estava pensando no quanto se sentia só, perdida, sem nem uma perspectiva de vida.
Isto refletia muito na sua alma e no seu coração, como se fosse algo que ficava lhe corroendo por dentro....

Faltava tanta coisa na sua vida e tudo isso lhe traziam perguntas que não haviam respostas.
Porque esta angústia e essa tristeza no seu coração que lhe davam um nó na garganta e não conseguia chorar, por mais que sentisse vontade? 

Por que se sentia diferente das demais pessoas se sabia que era igual à elas? Tudo isso passava pela sua cabeça.....No entanto, ela se perguntava....O que à prendia a ele? Quase tudo....
.
Todas as vezes que ia a um bar, see lembrava muito dele. Sabe por que? Foi em um desses bares que ela tomou o seu  primeiro porre pensando em nele, e por ele ela ouvia Belchior cantando aquela música:

"Estou longe de casa..." e se via perdida e afogada neste amigo dos desesperados, o álcool.

Ela ainda continuava se embriagando, mas de saudades, de vontade de tê-lo perto......e agora.....hoje.....

Há dias sentia uma vontade imensa de transferir o que sentia, vontade essa motivada pela profunda sede de conversar e poder compreender todo esse processo que se passava e passa  na sua mente e coração.

Pensava: porque tudo isso? não sabia responder, porém, a vontade  e a necessidade de encontrar respostas para tudo era maior.
Há algum tempo atrás, pensava que há muito falava das mesmas coisas, pronunciava as mesmas palavras, por que o problema era o mesmo. 

O que pensar? As pessoas já sabiam de tudo, ela apenas ratificava, o que já havia falado antes, pois apenas aumentava a cada dia a angústia de estar em estado apático e estático em que se encontrava a sua vida, e o pior era que ameaçava  regredir.

Vinha o medo... perguntas...será que sua vida não passava de fantasias? preocupação.....Hoje pensa: "E eu?, será que sou capaz de suportar uma barra mais pesada que esta"? pensa...uma, duas, três vezes ... e acaba achando que não é capaz de viver sem ele.

Esses dias todos havia esperado incansavelmente, bate a saudade aguda, mas o que fazer? Pintou uma vontade louca de ver vê-lo. 
Mas a distância e diante das circunstâncias que ora atravessava, lhe parecia uma limitação e isso aumentava sua angústia , minha dor. 

E agora? o que ela fará com esse sentimento??????




                                          
                                     


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A CORRENTE DO BEM

Estive assistindo o filme: A Corrente do Bem, confesso que fiquei simplesmente maravilhada, este filme é simplesmente lindo, e nos ensina algo tremendo...


Este filme conta a história de um professor e seus alunos, e já no inicio do filme  estes alunos são desafiados a pensar e a criar.

É possível uma idéia mudar o mundo?

Quando o ser humano tem uma idéia brilhante capaz de mudar para sempre uma história de vida - tanto a história da nossa vida, quanto a história da vida de outros - estamos exteriorizando um gesto de doação, que permite a mudança de milhares de vidas.
Este gesto de doação, está ligado ao sentimento de solidariedade. E solidariedade é uma palavra transformadora.
A existência desta idéia de ser solidário, nos dar a certeza de que a humanidade pode e deve dar passos gigantes em direção a um futuro melhor se, todos contribuírem para que haja um circulo contínuo de boas ações.
É possível uma idéia  mudar o mundo se, uma ou mais pessoas dividirem igualmente as responsabilidades de uma ação. Uma idéia que leva a uma ação humanitária, tende a se expandir,  num vaievém coletivo de boas ações.
A possibilidade de mudanças mundiais através de grandes idéias, nos leva a uma reflexão sobre a construção de novas ações, hábitos e valores para com o outro. É o resgate de valores, levando o indivíduo a tomar atitudes desafiadoras.
Quando se projeta uma idéia capaz de mudar o mundo, entra-se numa luta por ideais e sonhos que, acreditamos poder realizar. Entretanto, todos que se propõem a lutar por uma causa, por uma idéia transformadora, a superar suas próprias expectativas e limites, estão sujeitos a passarem por algumas adversidades, que deverão enfrentá-las e superá-los.
Quando não se consegue superar os limites, a tendência é desistir, e quando se desiste de uma idéia ou de um sonho, principalmente quando esta idéia e sonhos estão voltados para a transformação de um outro ser, deixamos de doar o que temos e de ajudar a construir um mundo melhor.
Uma idéia só se expande se, não houver desistência,quando há força, coragem e determinação de lutar pelo bem do outro ser.Quando há amor  e respeito ao próximo.
Ter uma idéia capaz de mudar o mundo é descobrir que estamos aqui para aprender e compartilhar, e ajudar a construir um mundo em que os valores possam ser destacados, enfatizados como um bem maior. E que isso seja uma realidade na mente de cada ser humano.
Quando todos se unem, esta união transforma-se numa corrente, uma corrente voltada para a mudança, para o bem do próximo, para a transformação de vida de um outro ser.


SIM, É possível uma idéia mudar o mundo.....Só depende de cada um de nós... 



                                 

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DECEPÇÃO...

A decepção é pior que a mágoa...muito pior! A mágoa te machuca por dentro, te corrói o coração, te fere! A decepção te mostra a realidade, é...

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